Halllujah
Inicialmente devo ressaltar que ando com problemas para escrita. São decorrentes de uma falta de concentração e também da dificuldade em fazer com que meus dedos mexam-se na mesma velocidade de sempre, errando com frequência e deixando-me bastante descontente em fazer isso repetidas vezes.
Por outro lado, a vontade que tenho em escrever é muito maior do que as dificuldades momentâneas. Sempre gostei de escrever, é minha válvula de escape.
Retornando, certa vez, estava conversando com um rapaz muito inteligente e muito simpático. Ele é um rapaz que fazia parte dos meus planos: atuava com ONGs, gostava de boa música, tinha assuntos dos mais diversos, só que tinha um grande problema, do qual, me assusta nos homens, reclamava demais de ex-namoradas.
Reclamar de ex-namorada é natural. Esse processo de passagem é natural para qualquer pessoa comum, precisa-se expulsar de alguma forma aqueles pensamentos que povoam a cabeça da gente:
“Ele(a) nunca me entende”.
O interessante é pensarmos se a nós mesmo somos incompreendidos, incompletos e infelizes, por vezes, qual é a criatura que vai ser perfeita e entender esse complexo e emaranhado de pensamentos que possuímos?
Sinceramente, só mesmo as otimistas de plantão solteiras aos 55 anos para acreditarem nisso.
Eu na minha jornada de 34 anos vejo que não tem solução. Cada qual escolhe aquele que dá menos trabalho. É menos trabalhoso ter um homem sujão mas que traz flores ao final do dia? Sim, fique com ele. Vale mais a pena aquele que vive limpinho mas quando entra no carro parece que veio do ferro velho? Sim, fique com ele.
Eu optei por não ficar com alguém. Esse alguém optou por não ficar comigo. Ambos estamos aí, solteiros e disponíveis para quem quiser. O difícil: superar o que vivemos. Foi muito intenso, muito verdadeiro, ainda que ele diga que tenha sido apenas do lado dele. Eu não acredito nisso, se fosse para jogar pesado, faria o jogo do “to cagando” e não estou.
Tem horas que me preocupo o que fazer com cobertas, calcinhas, xícaras e unguentos que estão em casa e que me são úteis. Recebi dele e estou a usar. E ele? O que eu dei a ele que ele possa se lembrar de mim? Um porta fotos? Albunzinho? CD? Vixe, que vergonha, só dei o que eu sei: encheção de saco.
E respeito a encheção de saco dele, eu grudo.
Sou uma pessoa grudenta com gente inteligente. Dá vontade de ingressar pelas entrenhas e tentar pesquisar o que ela tem e como faço para ter um pouco também. Pena que isso não existe na matéria. Em espírito? Quiçá.
Fiquei doida pensando nessa hipótese.
Estávamos tão sintonizados. Sabíamos dos gostos, dos cheiros, dos sabores e, de repente, tudo se perdeu. Do nada, parecíamos dois desconhecidos, dois passageiros em trens com destinos diferentes. Eu, na minha loucura, ele, na sua concretização de sonhos.
Eu sonhei tanto com o crime de casar-me, ter filhos, ser uma família, mas, escolhi a hora errada para reivindicar um direito que qualquer ser humano tem: sonhar. Sonhei com a pessoa errada ou com o tempo errado. Mas, eu não acho que errei com a pessoa de jeito nenhum. Bato a cabeça na parede se for mentira isso que estou dizendo. Dói menos a porrada na parede do que ter que assumir algo que eu não acredito ser verdadeiro.
Considerei amar outra pessoa. Sou mulher suficiente para amar outra pessoa.
“Vale a pena?”
Questiono-me.
Não paro de me questionar.
A resposta é sempre “Não“.
“Eu te amo, Rico, do jeito que você é.
Viver em estado de alegria é estar plenamente sintonizado com nossa paternidade divina, através das mensagens silenciosas e sábias que a vida nos endereça.
573
Coração a ser rifado…
Interessante como é a vida…
Rifa-se um coração quase novo.
Um coração idealista.
Um coração como poucos.
Um coração à moda antiga.
Um coração moleque que insiste em pregar peças no seu usuário.
Rifa-se um coração que na realidade está um pouco usado, meio calejado, muito machucado e que teima em alimentar sonhos, e cultivar ilusões.
Um pouco inconseqüente que nunca desiste de acreditar nas pessoas.
Um leviano e precipitado, coração que acha que Tim Maia estava certo quando escreveu… “não quero dinheiro, eu quero amor sincero, é isso que eu espero…”.
Um idealista…
Um verdadeiro sonhador…
Rifa-se um coração que nunca aprende.
Que não endurece, e mantém sempre viva a esperança de ser feliz, sendo simples e natural.
Um coração insensato que comanda o racional sendo louco o suficiente para se apaixonar.
Um furioso suicida que vive procurando relações e emoções verdadeiras.
Rifa-se um coração que insiste em cometer sempre os mesmos erros.
Esse coração que erra, briga, se expõe.
Perde o juízo por completo em nome de causas e paixões.
Sai do sério e, às vezes revê suas posições arrependido de palavras e gestos.
Este coração tantas vezes incompreendido. Tantas vezes provocado. Tantas vezes impulsivo.
Rifa-se este desequilibrado emocional que, abre sorrisos tão largos que quase dá pra engolir as orelhas, mas que também arranca lágrimas e faz murchar o rosto.
Um coração para ser alugado, ou mesmo utilizado por quem gosta de emoções fortes.
Um órgão abestado indicado apenas para quem quer viver intensamente e, contra indicado para os que apenas pretendem passar pela vida matando o tempo, defendendo-se das emoções.
Rifa-se um coração tão inocente que se mostra sem armaduras e deixa louco o seu usuário.
Um coração que quando parar de bater ouvirá o seu usuário dizer para São Pedro na hora da prestação de contas: ” O Senhor poder conferir”, eu fiz tudo certo, só errei quando coloquei sentimento. Só fiz bobagens e me dei mal quando ouvi este louco coração de criança que insiste em não endurecer e, se recusa a envelhecer”.
Rifa-se um coração, ou mesmo troca-se por outro que tenha um pouco mais de juízo.
Um órgão mais fiel ao seu usuário.
Um amigo do peito que não maltrate tanto o ser que o abriga.
Um coração que não seja tão inconseqüente.
Rifa-se um coração cego, surdo e mudo, mas que incomoda um bocado.
Um verdadeiro caçador de aventuras que, ainda não foi adotado, provavelmente, por se recusar a cultivar ares selvagens ou racionais, por não querer perder o estilo.
Oferece-se um coração vadio, sem raça, sem pedigree.
Um simples coração humano.
Um impulsivo membro de comportamento até meio ultrapassado.
Um modelo cheio de defeitos que, mesmo estando fora do mercado, faz questão de não se modernizar, mas vez por outra, constrange o corpo que o domina.
Um velho coração que convence seu usuário a publicar seus segredos e, a ter a petulância de se aventurar como poeta.
Ah, sim, Clarice esteva certa: essa sou eu!
Tempo ao tempo
Determinados momentos na vida da gente, acredito, deva se dar “tempo ao tempo”.
É uma frase sem sentido nenhum: “Tempo ao Tempo”.
Como dizer a si mesmo: “Calma, tudo na vida passa, veja pelo lado positivo da coisa…”
Parece mãe consolando a filha adolescente apaixonada pelo rapaz mais lindo do colégio. Ressaltando que a filha é gorda, feia, cheia de espinha na cara, mais atraente que um chuchu.
Estava lendo um livro “O Grande Projeto” de Stephen Hawking e outro cara aí, estou com preguiça de pesquisar agora, ao qual diz que a Teoria M é a solução para todos os problemas existenciais que existem. Bacana? Problemas existenciais que existem em sua existência. É, profundo. Tão profundo que chego a rir de mim mesma. Mas, enfim, é uma teoria que abrange todas as demais teorias, leis e postulados da física clássica e da física quântica.
Eu não entendi nada depois da metade do livro, por isso, parei. Vou retomá-lo quando a minha cabeça estiver melhor. No momento, a minha preocupação imediata é comigo, com os meus problemas, com as minhas dificuldades, com as minhas desculpas, com as minhas fraquezas, com as minhas limitações… Estou vendo só o lado negro da força.
É muito fácil ser uma boba alegre. Faço isso com os pés nas costas. Sou uma boba alegre por natureza. A dificuldade é ser séria, é trazer no cenho aquela dor de alguma coisa que não sabe exatamente o que é, a inquietação que tira o sono, deixa o corpo e a cabeça cansada de pensar, de matutar uma solução para um problema, do qual, aceitando ou não, eu mesma não sei qual é!
“É um contentamento descontente” como dizia alguém aí que eu também não estou afim de procurar. Camões?
Então, eu estou com aquele cansaço de pessoa velha, que viveu uns 100 anos e pede para a vida seja ceifada o quanto antes, porque não consegue mais carregar o fardo de uma vida de desilusões e medos. É uma situação de MERDA encontrar-se assim – sem mais nem menos – sem entender o que de fato fomenta esse tipo de pensamento auto-destrutivo ou autodestrutivo que a gente tem do nada.
Agora mesmo estou fazendo um exercício comigo mesma. Eu não preciso olhar o teclado para digitar. Normalmente o faço com a maior facilidade do mundo, sinto-me como se estivesse tocando um piano e se perder a nota, o público percebe a falha. Aí então, eis que serve o “delete” ou o “backspace” que funciona como uma verdadeira magia e “puft” aquela letrinha errada sai de cena.
Eu me lembro quando fiz datilografia aos 9 anos de idade. Era fascinante ter em mãos uma máquina que representava tão bem os meus dedinhos nela. Ia na letra “a” e eis que a letra “a” aparecia. Apertava uma outra tecla, com mais força, o capslock atualmente tem essa função e lá estava a letra “A” maiúscula. Achava tão interessante aquela máquina. Eis que eu ganhei uma Olivetti verde, daquelas bem antigas, “Lettera”. Achei uma igual na internet:
Ela tinha uma fita vermelha e preta. Era o meu passatempo predileto durante certo tempo. Normalmente, quando criança, enjoava-me muito fácil das brincadeiras. Achava-as entediosas, na maior parte do tempo. O que eu gostava era de brincar no meio do mato, no meu quintal. Adorava ficar pendurada nos galhos das árvores das goiabeiras, comendo goiaba com bicho, mais suja que um menino, cheia de energia para gastar!
Eu era uma criança hiperativa, provavelmente, na época, considerada uma capeta, mesmo. Tanto que quando li o livro “O meu pé de laranja lima”, de alguém aí que eu também não me lembro o nome, meu Deus, como eu chorei. Chorei de soluçar. Foi uma história lindíssima, sendo que o irmãozinho era o capetinha… Ah, como é lindo aquele livro, deveria lê-lo mais uma vez.
Enfim, essa época da minha infância divertia-me com máquina de escrever, com a leitura de livros de economia política, de outros autores que eu desconhecia a origem, sendo que o maior livro de todos os tempos, em toda a minha história de vida, nessa época me influenciando enormemente foi “O Poder da Mente”.
Lembro-me como hoje da capa: cheia de estrelas, escrito em amarelo e que me fizeram – desde nova – ser uma pessoa estranha. Essa pessoa estranha que vos escreve teve alguns problemas de ordem psicológica aos 11 anos de idade. Fiquei extremamente depressiva com a morte da minha tia … “Ela me deixou”. Era o que eu pensava. Agora, poucos anos atrás, exatos dois anos, quando a minha avó faleceu – depois de tantas perdas também – o sentimento não era mais o mesmo. A minha avó não me deixou, ela apenas deu um “sumiço” repentino e logo mais encontrar-me-ei deitada em seu colo com ela fazendo cafuné na minha cabeça, com aquele cheirinho de xixi que todo velho tem.
E não adianta, eu não consigo imaginar a minha avó nova falando comigo e eu achando algo normal. Ela sempre foi enrugada desde que eu a conheci. Desde nova a vejo como minha “avó” e não como minha “mãe”, mesmo que as vezes eu confunda as bolas, acabe dando o mesmo crédito a ela, mas, não é minha mãe. Ela foi a minha avó. E amo essa velha do fundo do meu coração e não vai ter tempo que consiga esquecer! Eu – e minhas neuroses – tinha medo de esquecê-la, antes mesmo de perdê-la, portanto, fiquei muitos e muitos anos tentando gravar em mim cada pedacinho da sua mão, das ruguinhas e a pele mole e os ossinhos da mão, das juntas dos dedos, de cada partinha que eu puxava para sentir a textura tão suave, tão lisa, mão de alguém que não fazia mais trabalhos manuais, não mexia mais em roupa, material de limpeza, nada.
Lembro de suas unhas, do comprimento, da cor, da espessura das listras que tinham nas unhas em si, acho que tinha alguma falta de alguma coisa, porque ela tinha a mesma coisa que eu tenho, uma unha meio que desnivelada…
A pelanca do pescoço, claro, não posso me esquecer da pelanca… Eu adorava pegar a pelanca do pescoço e ficar mexendo, porque o que temos no gogó é pele, a da minha avó era pelanca mesmo… Aquela pele enrugada, mole, que ficava concentrada entre o pescoço e o queixo. Ah, o queixo… Tinha umas porosidades decorrentes de cravos, já que a limpeza do rosto não era tão assim… Então, vão se acumulando os cravos, esses mesmos cravos – eu tirava-os sem dó – eram minha fonte de pegar no rostinho da véia.
Ah… o rostinho da minha véia… Eu lembro da minha avó no caixão. Essa imagem não deveria ter dela. Dura, imóvel, cheirando a talco, com uma roupinha amarela, com aqueles dedos inchados de tanto remédio que deve ter tomado na veia. Eu me lembro que quando a vi dura, imóvel e roxa, quase tive um treco!! E aí eu queria olhar para os lados e gritar para todo mundo ir embora e eu ficar com ela. Era uma sensação tão estranha, parecia que aquilo ali não estava acontecendo…
Eu olhei para as pessoas e não vi ninguém. Não reconhecia o rosto de ninguém. Só a minha tia Ana que estava a meu lado no caixão para pedir para colocar o terço na mão dela. Eu não conseguia pegar naquela mão dura! Ela não era a mesma. Ela não tinah a mesma mão que eu acariciava e a pele desgrudava. Era uma textura dura, insólita, morta.
A minha avó estava morta! E eu não conseguia entender aquilo? Eu não conseguia aceitar aquilo? Caralho, minha avó não morreu… Claro que morreu, ela está morta e enterrada num cemitério. O caixão dela está lá. Quer ver? Vai pedir exumação do corpo! Ora, que inferno, ela está aonde então?
Tem vezes que eu tenho uma vontade de descobrir aonde minha avó está. A ideia de existe vida após a morte é ótima, porque não nos dá a sensação de finitude. Viveu, morreu, acabou. Seria muito triste realmente, o homem é cheio de querer inventar histórias para tentar lidar com aquilo que o atormenta. Eram os Deuses antigos os responsáveis pela chuva, sol, raios e tempestades. Esse mesmo Deus se travestiu e virou o que hoje entendemos por tantas coisas, tantos nomes, por tantas besteiras, que dá até medo.
E cadê a minha avó?
A minha avó está desenhada na minha lembrança. Duvido, mas eu duvido mesmo, que alguém, além de mim e de minha mãe tenha condições de dar tantos detalhes precisos de minha avó! A orelha dela era enorme, claro, dizem que a orelha da gente não pára de crescer, a dela fazia jus a esse ditado. A perna dela, tadinha, fina, atrofiada, já não podia andar a tanto tempo. A parte que tinha um roxinho, de sangue coagulado, provavelmente de alguma batida num pé de cadeira, ou num … sei lá, no pé da cama, da cadeira de roda, não era nada demais, mas tinha um roxinho… Minha mãe passava muito hirudoid para não ficar nenhum hematoma por seu corpo decorrente da própria má-circulação. Ela tinha problema de pressão, logo, tomava remédios para fazer com que ela urinasse bastante.
Era o festival das fraldas geriátricas. Eu não tinha nojo não, tinha preguiça, mas, quando a gente é responsável por um idoso, só muda o tamanho, a preocupação é a mesma. Tudo bem que me corta o coração quando ela estava dormindo e a gente assistindo filme na sala, e ela, com aquela voz de gente idosa, chamando: “Nheta, ….”
O Deus… Por que não apagar da memória? Eu lembro do filme do Jim Carey – sei lá se o nome dele se escreve assim – que ele tenta apagar da memória a menina, pela qual, também tinha apagado da memória dela, ele.
Não adianta, pela história do filme, quando a gente ama mesmo, não tem tecnologia ainda que possa fazer um “desamarrar” de fatos e eventos envolvendo a pessoa. No caso da minha avó ainda tem o agravante que até a minha vida adulta, aos 31 anos, ela esteve quase todos os dias de minha vida comigo, quer dizer, se fosse para apagar a minha avó da minha história, com o apagar, iria junto…
Eu acho que parte disso que estou sentindo hoje é isso: parte de mim que foi embora e que agora eu tento desesperadamente encontrar. São dois anos de solidão. São dois anos que eu estou construindo minha história sem a minha avó. Por que raios eu fico me cobrando para estar bem em uma situação tão complexa como essa? Qual o modelo que eu tenho como base para que eu fique me cobrando? Minha mãe?
Sei lá, a minha mãe viveu tantos anos presa dentro de casa, só cuidando da minha avó, que dado momento, no dia de sua partida, não sofreu tanto assim – sofreu, obviamente, mas não na mesma intensidade que eu e meu tio, por exemplo, que até hoje chora ao lembrar dela, como eu – porque ela sentiu-se livre para viver um pouco a sua vida. Aos 53 anos a D. Nheta pode trabalhar, estudar e ter uma vida feliz. PS: não trabalha, só estuda e se é feliz, é por conta e risco dela, a minha parte eu faço… ou tento fazer.
A minha mãe é uma pessoa que eu tenho que ficar atenta também. As vezes, pelo fato de tê-la sempre a meu lado, acabo não dando a mesma atenção que eu dava a minha avó, na questão dos detalhes, das lembranças minuciosas, desses detalhes intrínsecos à pessoa e à observação, que as tornam especiais.
Por exemplo, a minha mãe tem a mão grossa, as unhas compridas, a pele macia e tenra, como se fosse um peito de frango – rs… cru.
Eu preciso dormir, eu preciso dormir. Eu preciso dormir urgentemente, já que os meus óculos não dão conta do recado, meus olhos estão cansados, meus dedos estão começando a doer, de tanto digitar freneticamente. O que eu quero? Uma tendinite a toa?
Verdade… Vou ajudar o câncer no pulmão fumando um cigarrinho. Fui.
Algo errado
Reinventar
O tempo já acabou faz tempo! Durou menos de um dia, o que é ótimo, porque conseguimos – incrivelmente – encontrar o eixo das coisas.
Não inventamos a roda, mas reinventamos o seu uso diariamente. Esse é o ponto. RE-INVENTAR.
E não precisamos reinventar apenas objetos, podemos reinventar a nós mesmos, situações, sentimentos. Encontramos uma alternativa viável para superarmos nossas barreiras, demonstrando a nós mesmos que somos capazes disso, veja: estamos bem, muito bem. Isso já é uma grande vitória. Quanto ao método? Well, well, only need is love!
Tempo
TEMPO
“O tempo é o mais sábio dos companheiros”
Plutarco

Rico e eu concordamos em dar um “tempo”.
Pode ser uma daquelas histórias que dizemos a nós mesmos: “Quem dá tempo é relógio”.
Porém, quando pensamos em alguém que amamos tanto e vemos esse amor se desfazer em brigas e discussões, a primeira alternativa que vem a cabeça é “vamos dar um tempo”. Vamos deixar a poeira abaixar, colocar a cabeça em ordem, arrumar a casa, soltar os bichos e ver no que dá.
Estamos nos maltratando muito. Lembro-me que mais de meses estamos travando uma luta para que a nossa relação não afunde. É tanto amor, carinho e atenção sendo desperdiçados que chega a doer.
Como pode duas pessoas que se amam não dar certo? Como pode duas pessoas que são tão conscientes da sua realidade, da sua vida na terra, na relação com a família, trabalho, amizade, olhar um para o outro e não enxergar aquela pessoa amorosa e amável que enfeitiçou o coração?
Eu me pergunto, verdadeiramente, o que eu estou cometendo de erro? Ser menos paciente do que antes? Tudo bem. Ser menos atraente do que antes? Tudo bem. Ser menos dedicada e amorosa? Tudo bem. Ser mais caseira, sem grande farra e novidades? Tudo bem. Enfim, qualquer coisa está tudo bem, porque eu não sei mais o que pensar.
Hoje, 07-05 ou 06-05, enfim, sentamos numa mesinha do Fran’s e ficamos lá, falando… falando… falando… E eu ouvindo e pensando. O que mais me chamou atenção foi o fato que ele briga comigo por causa dos outros. Quer dizer, ele não gosta das atitudes de determinadas pessoas e isso é motivo para que eu fique ouvindo, ouvindo, ouvindo e não tem como mudar: podemos mudar a nós mesmos, mas, aos outros, cabe apenas respeitar.
E eu tenho plena convicção que ninguém muda ninguém.
E nossa discussão, infelizmente, resultou no nosso “tempo”. Eu não sei quanto tempo será esse, se vai ser de dez, vinte, trinta, quarenta dias. É o tempo necessário para que a gente possa acalmar o espírito.
Eu sei que eu sou uma pessoa pessimista, que vive lutando comigo mesma para enxergar as coisas pelo lado otimista, porém, no fundo sou daquele tipo: “Se tiver como piorar, veja pelo lado pior, assim não leva susto”.
De certa forma, pela primeira vez na vida, quero pensar que esse tempo vai funcionar. Eu não quero perder o “amor da minha vida”, alguém que eu escolhi para viver uma vida juntos, para construir uma vida ao lado, porque ele não sabe separar as coisas ou porque eu não sei lidar com as grosserias dele. Ele será grosso, estúpido e sem jeito com as pessoas até a morte dele. É a personalidade dele. Aceitando ou não, ele é o que é.
Se eu não conseguir reconhecer nele as qualidades que me fizeram pensar tudo isso, realmente, o nosso namoro chegará ao fim e todo aquele sonho de casinha, época de Copa do Mundo, a sensação que ‘nascemos um para o outro’, vai para a lata do lixo. E para a lata do lixo vai também parte da minha ingenuidade de acreditar que o mundo é cor-de-rosa e eu serei feliz com alguém que eu amo e ela também me ama.
Que mais eu quero? SER FELIZ! TER PAZ DE ESPÍRITO!
Eu acho que nós dois queremos as mesmas coisas. Ele é um homem adulto, alguém que está chegando na casa dos 40 anos, tem sua profissão, seu trabalho, sua vida construída. Eu, como ele bem comentou hoje, quem sou eu pra falar qualquer coisa a ele? Moro com a minha mãe, na casa do meu tio, com recebimento de 1 mil reais por mês, sem quase sair de casa, com dificuldade de relacionamento – atualmente tenho dificuldade em me relacionar – com milhares de dívidas e a certeza que tudo isso não vale de nada. NADA!
(Que lindo, o Amarelinho, o gato que o Rico adotou pulou a janela e veio dormir aqui no meu colchão. Que fofo!! Agora ele me deu um beijinho… )
Eu comentei com o Rico certa vez: “Eu não quero ninguém, a não ser você”. E de fato, independente de estarmos nesse tempo, eu não quero mais ninguém. A minha vida solteira e sozinha é muito mais tentadora do que uma vida de bebida, namoricos e baladinhas. Quero tanto viver a minha vida em paz que se tiver que viver envolta em gatos e livros, que seja, prefiro isso a ter que conviver ou lidar com as frustrações e medos que hoje me cercam. Eu não aguento outra paulada assim tão facilmente.
Quando minha vó morreu, parecia que meu mundo iria desabar. Fiquei sem estrutura nenhuma, completamente perdida e sem qualquer perspectiva. Quando sai do “loop” – como o Rico fala – saí completamente diferente, nem me reconheço mais no espelho. É bom por um lado, ruim pelo outro. Eu não sei como eu vou reagir. Eu não sei se eu vou conseguir encarar numa boa, mesmo que o meu lado mais negro e perverso me diga que vou sim… É aquela falsa sensação de que tudo se ajeita, tudo se conserta, tudo se arruma, mas, até que isso aconteça, é uma dor desgraçada…
Eu não quero sofrer! Eu não quero sofrer junto nem separada. Eu não quero sofrer e ponto. Eu quero poder, pelo menos, levar a minha vida em paz. Quer dizer, claro que não é uma vida de fantasia, de faz-de-conta, nem mar de rosas, é só ter uma vida normal, daquelas que as brigas são tão espaçadas que dá tempo de respirar, pegar fôlego, passar um tempo e, então, discutir-se por qualquer besteira.
E a nossa relação não estava tendo tempo para esse respiro. Não estávamos conseguindo encher o pulmão de ar e respirar. Era só briga, briga, briga, discussão, discussão, discussão, sensação de vazio, choro, dor de estômago, claro que depois de um, dois, três, uma semana, e, briga, briga, briga, discussão, discussão, discussão, sensação de vazio, choro, dor de estômago, claro que depois de um, dois, três dias, um mês e, briga, briga, briga, discussão, discussão, discussão, sensação de vazio, choro, dor de estômago, claro que depois de um, dois, três dias e, briga, briga, briga, discussão, discussão, discussão, sensação de vazio, choro, dor de estômago, claro que depois de uma semana e, briga, briga, briga, discussão, discussão, discussão, sensação de vazio, choro, dor de estômago e…
E eu não gosto de me sentir chateada com ele. Eu não gosto de me sentir triste com ele. Eu não gosto de pensar que estou desperdiçando a minha vida e a dele com brigas fúteis. Enfim, foi uma decisão acertada em darmos um tempo. Porém, vê-lo levando suas coisas, vendo-o indo embora, parte de mim foi com ele e a sensação de ninho vazio ficou no silêncio da casa.
Espero que – sei lá se Deus – ou qualquer coisa, possa consertar a nossa ‘falha’ de comunicação e possamos nos encontrar mais fortes, mais alegres e mais certos de que a vida é para ser vivida com alegria, amor, dedicação e sonho e nenhuma desilusão, decepção ou briga será capaz de desmoronar todo um castelo de sonhos.
Que esse tempo seja bom. Que esse tempo seja de paz.
Solidão
…Que minha solidão me sirva de companhia.
que eu tenha a coragem de me enfrentar.
que eu saiba ficar com o nada
e mesmo assim me sentir
como se estivesse plena de tudo.Clarice Lispector
Hoje estou me sentindo muito solitária.

Solidão…
Sonho recorrente
Fazia um certo tempo que eu não escrevia sobre meus sonhos. Acredito que tenha dado atenção a outras coisas e acabei por deixar para traz algo que chamava a minha atenção, saltava aos olhos quando acordava. Hoje, excepcionalmente, quero dar atenção a esse sonho. Trata-se de um sonho recorrente, qual seja, de ir visitar um tio meu que faz tempo que eu não vejo.
Vou contar um pouco da história dele. O meu tio “ZéduBi”, chamaremos assim, foi casado com a minha tia Gaída. Eles tiveram dois filhos: o Corujito (apelido dele) e o Marcelão.
O Corujito era da minha idade, tinha 22 ou 23 anos quando veio a falecer. Sofreu de algo inexplicado, como um forte trauma emocional, desencadeando eventos de loucura: viver embaixo do chuveiro, andar molhado pelas ruas, sair de bicicleta sem destino no meio da madrugada, quebrar as coisas, enfim, ficou bem perturbado. Eu o vi um pouco antes de tudo isso agravar, porque não dei muita atenção a isso?? Porque eu sofreria enormemente vê-lo daquele jeito. Ele era um primo querido, alguém que eu adorava tirar sarro e me divertir com ele. Era um amigão mesmo, muito embora ele tinha lá o seu “jeito estúpido de ser”. Só que ele me tratava bem também. Então, não via nada de errado em não ficar lá sofrendo com ele porque não conseguia, não conseguia.
A mãe dele, a minha tia Gaída, estava doente quando ele adoeceu. Sofreu muito, coitada. Ela sofreu de insuficiência renal, teve que fazer hemodiálise, ficou internada, emagreceu horrores, enfim, enquanto ela estava sofrendo com a doença dela, o seu filho mais novo, teve seus problemas também e veio a falecer. A família inteira se comoveu. Todos tentaram ajudar da maneira que podiam. Ficamos unidos, tentando diminuir o sofrimento deles. Foi nessa época que eu fiquei mais próxima do meu tio ZéduBi.
Eu fiquei uma semana ou 15 dias, não me lembro, na casa dele. Ia visitar minha tia, ia a praia, ajudava na casa – limpando, cozinhando, etc. – e consegui fazer com que a minha tia fosse para minha casa, aqui em SP, para tratamento. Ela morava no litoral.
Durante todo esse tempo na casa deles, após o falecimento do meu primo Corujito, observei que ele sofria muito. Porque ele tinha um peso – não a minha tia – mas uma responsabilidade muito grande: a perda do filho e o trato da esposa extremamente frágil e doente.
Foi uma época muito difícil para todos.
Em uma de nossas conversas, na porta do cemitério ao qual o meu primo Corujito estava enterrado – eu nunca visitei o túmulo dele ou da minha tia – ele conversou comigo em tom de confissão, de segredo, de lição de vida, aspectos do casamento e do relacionamento dele com a minha tia. Era um desabafo. E também um misto de raiva e descontentamento. Sentia-se injustiçado, fraco e mesmo assim, lutava.
Ele comentou a respeito da postura das pessoas que o julgavam. Ele tinha uma certa necessidade de dizer, aos quatro ventos, mas apenas restrito a minha pessoa, que estava se sentindo mal por considerarem que ele não estaria dando o apoio necessário a minha tia, sendo que ele estava fazendo o máximo com o que ele podia. Quer dizer, sentia-se injustiçado.
Naturalmente, ninguém gosta de se sentir assim. Compreendo e respeito a posição dele. Até hoje levo comigo aquela conversa. Ver um homem forte, gordo e engraçado, completamente pequeno e frágil, não é tarefa das mais fácil.
O meu primo Marcelão, não me lembro bem, mas, acho que ele estava morando no Sergipe com a esposa, portanto, não acompanhou muito esse momento.
Houve um tempo em que após a morte da minha tia Gaída, eu vim a sonhar com ela. O meu primo apareceu para a minha mãe e, durante um bom tempo, sonhos envolto em lembrança com os dois se tornaram recorrentes. Ou seja, meu sonho recorrente é sempre vinculado a meu tio ZéduBi, ao Corujito e a minha tia Gaída. Eu não entendo esse sonho. Já confabulei todo tipo de idéia:
- Eu peguei e fiz uma troca de CD com o Corujito que não foi realizada – não deu tempo de entregar o CD que ele queria fazer a troca;
- Eu tenho uma sensação de que devo alguma coisa a minha tia – não sei o que – mas parece que eu devo alguma coisa a ela, sei lá se foi porque eu nunca fui ao cemitério, se eu não fui ao velório, sei lá;
- Eu visitei meu tio ZéduBi apenas uma vez após a morte dela – sendo que ele está bem, está casado com uma pessoa fantástica que a mulher dele atualmente e estão felizes.
Eu não sei porque eu sonho com eles normalmente. É algo que eu tento entender, mas, não consigo…
Agora mesmo escrevendo esse post, estava com a sensação de ter uma “luz”, alguma coisa que pudesse me ajudar nesse processo, mas, não veio nada. É realmente uma pena não conseguir entender.
Dizem que sonhos recorrentes tem muito a ver com o momento de vida que está passando, porém, não vejo o que possa motivar esses sonhos.
O sonho de hoje estava envolvida na análise de aspectos que tinham relação com violência – aspectos teóricos – já que estou lendo muito a respeito disso. O relacionamento do meu tio e da minha tia era violento, mas, não sei se era a ponto de bater nela. Sei que os filhos eram ignorantes e violentos, mas, não era de me chocar, exceto quando tinha a noção de que o que eles faziam não condiziam com uma postura de filhos amorosos. Portanto, pode até ter alguma relação, afinal, o ciclo de violência, muitas vezes, passa de pai para filho.
O Marcelão bebe, bate na mulher e não é o exemplo de marido que quero para mim. Graças a Deus, o Rico, meu namorado é completamente o inverso: uma pessoa amorosa, carinhosa e cheia de atenção comigo. Claro, temos nossos arranca-rabos mas nada demais. Discussão apenas.
Eu queria ter uma fórmula mágica que pudesse erradicar esse sonho da minha mente. Odeio ficar me sentindo em “débito” com alguém. Se eu estiver em débito, poxa, poderia ser muito mais simples dizer logo o que eu tenho que fazer a ter que ficar confabulando os motivos. Sendo assim, vou dar um tempo para mim mesma e ver se eu tenho essa luz por algum dia. Se tiver, volto aqui e conto.
No mais a mais, toca-se o barco, segue a vida e vamos ver o que ela tem a nos oferecer…
A vida é tão cheia de mistérios,
Que não vale a pena ficar apenas em um.
O que é interessante é reconhecer o mistério,
E viver um pouco com ele,
E viver um pouco longe dele.
Leveza na vida
Levar a vida com mais leveza. Já te disseram isso?
Eu acho que já chorei muitas pitangas. Já reclamei, chutei, bati a cabeça na parede, fiquei completamente perdida, chorei, gritei, orei, supliquei… Nada adiantou. Bastou uma frase: “Leve a vida com mais leveza!” e tudo fez sentido.
Eu andei colocando muito peso numas coisas e acabei me esquecendo do fundamental: “Ser feliz nessa vida, não requer nenhum preparo, nenhum estudo, nenhuma condição sobrenatural, não tem vinculação com status, nem dinheiro. Ser feliz, é estado d’alma. E uma alma triste, doente, obcecada e infeliz, não pode ser feliz”. Para isso, precisa-se, primeiramente, na minha opinião, tirar o peso do sofrimento e abrir as portas para o novo: novas posturas e atitudes. Quebrar o paradigma. Sair da preguiça e do comodismo.
Eu andei reclamando dos meus amigos. Incrível, será mesmo que eles estão sendo meus amigos nesse momento? Certamente, não. Se fossem meus amigos estariam compartilhando de meus sentimentos, de minhas angústias e alegrias. Infelizmente, rebaixei-os ao status de colegas. Não são meus amigos. Só isso já me ajudou. Sentia-me comprometida numa relação de amizade que não existe mais. Estou em outro momento da minha vida que eles (atuais colegas) não fazem mais parte. Seja por atitudes minhas, seja por atitudes deles, não importa. O resultado final é que a cobrança que eu fazia a mim mesma, passou.
Outra reclamação recorrente era em relação ao Rico. Estávamos passando por um processo de falta de comunicação. A comunicação melhorou? Pelo menos pro meu lado, melhorou. Percebi que eu tinha que falar, falar, falar, porque eu preciso espantar meus demônios. O que aconteceu? Espantei-os! Vamos fazer o exorcismo de coisas ruins, limpar o terreno, apagar o passado e construir coisas novas. Quem disse que temos que fincar o pé somente nas coisas do passado? Posso mudar de opinião a qualquer momento. Posso mudar o rumo de minha vida a qualquer segundo, portanto, nada de radicalismo. Viver a vida um dia de cada vez… E volto a perceber. Essa é a lição. Gozar do dia. Aproveitá-lo! Respeitá-lo! Admirá-lo!
O meu namorado é meu amor. É a pessoa que eu decidi construir uma vida. E, por isso mesmo, minha vida tem que ser melhor. Quero compartilhar com o meu amor, o que eu tenho de melhor, não de pior! Sair da pior! Sacudir a poeira, dar a volta por cima. Encabeçar vários projetos na expectativa que qualquer um que der certo, ótimo. Dos 5 que se planeja, se 1 vingar, está no lucro! Antes alguma coisa na mão do que o universo voando…
Quero construir meu futuro. Quero poder acreditar na beleza da vida e esquecer qualquer coisa que possa me fazer mal. Eu sou a pessoa que escreve o meu destino e por isso mesmo vou correr atrás do que eu acredito, não me dobrando com facilidade às derrotas! Lutar, vencer, perder, vencer de novo, mas, nunca deixando de lutar! Lutar com unhas e dentes por algo que possa modificar o meu mundinho e a realidade das pessoas que eu amo. Desde que essa mudança seja para o bem, claro, de comum acordo e sem pressão.
Vamos fazer um exercício: “Imagine-se daqui a 10 anos. A visão que se tem é boa?” Mantenha. Se não for, mude! Não fique com medo das mudanças, porque, provavelmente esse medo é que o torna infeliz vivendo uma vida incompleta. Jogue com os dados. Elimine o medo e se coloque à disposição da vida! Faça dela o seu livro de exercícios. Eu estou começando a fazer esse exercício comigo mesma. Se der bons frutos, logo mais saberão, uma vez que eu escrevo minhas alegrias também.
Sendo assim, considerando tudo que está passando em minha cabeça, além das atitudes que tenho que tomar para que esses pensamentos possam sair do imaginário e serem introduzidos no mundo real, lá vou eu dormir. Sim, vou dormir as 08h20m, do dia 30-03-2011 com a certeza de que estou dando o meu melhor – novamente – porém com outra ótica: LEVE! SER LEVE!
Seja leve consigo mesma e permita-se errar. Somente por meio do erro que aprenderá o que é certo e bom para você. Não fique com aquela postura do tipo: “Você diz isso porque é fácil falar”. Acredite, tem situações que nem falar é fácil, quanto mais agir. Por isso, é compreensível, mas não é imutável. É possível mudar os sentimentos, a energia que se produz, mediante bons pensamentos e boas crenças por um futuro melhor.
Depois eu reviso esse texto. Acho que cheguei num ponto que estou falando bobagens. É o sono e o cansaço. Fui




